
Amigo Atirador,
Em uma época como a que vivemos hoje no país, todo o esforço que pudermos individualmente despender deve ser depositado na divulgação dos valores morais e pessoais intrínsecos do nosso esporte, no capital humano de que dispomos entre os desportistas, essencialmente voltados e geradores do melhor nos sentimentos que norteiam uma vida digna e produtiva. Nossa busca por equipamentos sofisticados, aperfeiçoamento de técnicas nas diversas modalidades do Tiro Prático cedem o seu justo valor à importância da unidade diante do que se agiganta em termos de incompreensão, velada ou às claras, pairando sobre a atividade do tiro como esporte.
Desse modo, parte considerável do que efetivamente acumulamos positivamente se traduzirá na capacidade dos dirigentes de clubes, federações e confederações em amealhar qualidade nas ações e argumentos na defesa da competição com armas de fogo, bem como na retidão e perseverança do atleta em preservar incólume a tradição de conservar sempre a lei como seu paradigma maior, adquirindo direitos repassados sempre para toda a sociedade em exemplos a seguir e não meras e efêmeras vantagens mesquinhamente garantidas para acólitos abençoados.
Nossa equipe de trabalho para este fim, que vocês já conhecem, foi acrescida de mais um nome de valor e paixão inquestionável pelo tiro: Donald Robert Frasier, o amigo "Don", é a nova força para a direção regional da IHMSA e estará conosco diretamente empenhado no incremento dessa modalidade do Tiro Prático que é conhecida por exigir especialidade e precisão como nenhuma outra. Os Atiradores da Silhueta Metálica receberam assim o que há de melhor no apoio direto, como sempre fizemos e com quem sempre estivemos associados, antes e agora mais do que nunca, já que se aproximam dias de dúvida em tudo o que envolve a posse e a propriedade de armas de fogo pela ignorância, messianismo e autoritarismo geral que tem assolado o assunto como uma doença recidiva, exceto no âmbito daqueles que efetivamente conhecem da questão e suas nuances, que são poucos e quase nunca são ouvidos ou consultados.
A "boa luta" meus amigos – uma definição sagrada para os homens de bem – teve seu verdadeiro significado conspurcado pela má fé de alguns e por estes passou a ser citada aos brados para confundir e iludir, misturando propositadamente paz com inação, resistência com barbárie e humanismo com condescendência criminosa além de inequivocamente induzir o leigo à crença de que a atividade lúdica do esporte do tiro é ensaio para a violência e o desatino, simplesmente porque o instrumento utilizado, a arma, está presente, como se fosse esta e não a vontade de determinados homens quem ordena a maldade, a covardia e o malfeito.
Minha mensagem, que se renova para vocês desportistas como eu, é Fé e Participação! Venham cada vez mais perto das federações, de seus clubes, perto de nós. Nosso principal risco é a inércia, a qual afastada, pode e trará a discussão mas não a discórdia; mudanças mas nunca opressões ou "expurgos", até que estejamos seguros e tranqüilos, vencedores na verdadeira e honesta "boa luta".
Um grande abraço,
Heraldo Sergio de Oliveira Ribas
Presidente da CBTP