
Amigos,
Anos que se vão, como uma boa temporada entre alfas e misses, deles lembramos com mais ou menos detalhes, dependendo do que trouxermos para dentro de nós em surpresas, alegrias ou mesmo tristezas. Pois nesse 2005 que se encerrou, o mistério não veio dos estandes. Alguns homens que nos trouxeram a injúria; esse Leviatã de mídia, Governo e ONG´s, sentiram que há realmente algo mais entre o céu e a terra.
Mas do rotundo “NÃO” que receberam, nós, dentre os beneficiados, temos uma obrigação maior: Ai daquele que se julgar merecedor de glórias por esta vitória histórica. Ao tirarmos o pó dos nossos equipamentos para a temporada 2006, muito melhor e mais sábio do que desdenhar dos derrotados ou relembrar suas mentiras e falsidades é dedicar um minuto do nosso tempo recordando sobre o que enfrentamos nesses seis anos de luta, sobre a pujança de tudo o que se abatia sobre nós e com que força, para concluirmos, como Henrique V na memorável obra de Shakespeare, que Deus lutou por nós.
De minha parte e da Diretoria da CBTP, trabalhamos especialmente em 2005 na consolidação do Tiro Prático, nos debruçando sobre o aspecto formal da existência do nosso esporte em face do que se apresentou como oportunidade oferecida pela Lei, muito bem aproveitada pelas Assessorias, Especial e Jurídica – leia-se Demétrius Oliveira e Núbia – as quais, sem trégua, percorreram todos os caminhos burocráticos necessários para que hoje o Estado, através do Ministério dos Esportes, nos considere e reconheça em pé de igualdade com qualquer outro esporte, tornando mero preconceito ou mesmo pura má-fé repetir, como já aconteceu na mídia comprometida, a afirmação de que o Tiro Prático é apenas um processo de treinamento; que não é realmente uma atividade esportiva. Com o reconhecimento formal que fizemos jus, somente pela via da covardia ou da ignorância, tal coisa se ouvirá doravante.
Muito obrigado novamente pelo apoio de vocês e que 2006 seja abençoado como foi o ano que se encerrou.
Um grande Abraço a todos,
Heraldo Sergio de Oliveira Ribas,