Amigo Atirador,
Resiste a percepção em algumas pessoas de que por sermos cumpridores por excelência da lei, nada devemos mais demonstrar, explicar ou esclarecer espontaneamente, senão em face de norma impositiva. Muito ao contrário, entretanto, deve ser a prática no sentido correto.
O proprietário legal de armas de fogo no Brasil é uma minoria para a qual a ampla maioria renovou um pacto social de modo indubitável (65% contra o desarmamento civil) no Referendo de Outubro de 2005. Se o nosso “dever de casa habitual” como pessoas de bem foi consagrado como socialmente correto pela consulta direta, nossa obrigação maior conseqüente será sempre a de nos voltarmos para a origem de tudo, bem como para as autoridades constituídas pela mesma base que nos legitimou, buscando para com elas o justo direito de existirmos com uma “saúde” que corresponda à vontade inequívoca manifestada pelo cidadão. Tal busca deve ser pró-ativa de nossa parte, pois é nossa obrigação “levantar a mão” para nos apresentarmos muito antes de sermos convocados; oferecer espontaneamente subsídios, muito antes de serem estes necessários para apurar um fato ou questionamento específico. Aqui está o principal elo, causa e ao mesmo tempo efeito da nossa vitória em Outubro de 2005.
Com tais fatos em mente, além da confiança, respeito e admiração, estivemos mais uma vez em Brasília, para encontro com o Diretor da DFPC, o Exmº Senhor General-de-Divisão João Carlos Pedroza Rego, recentemente conduzido ao comando deste importante Órgão Militar de normatização e controle. Nossa visita teve como principais assuntos a serem tratados, a questão do retorno das autorizações para aquisição por esportistas de equipamentos para recarga; a introdução de armamento adequado para prática do IPSC com armas longas de alma raiada e especialmente, o retorno do prazo de renovação do Certificado de Registro para três anos. A exemplo de gestões anteriores desta importante Diretoria, encontramos a certeza de que haverá equilíbrio, busca pelo caminho adequado e sobretudo restou ratificado no encontro o tradicional: o Exército Brasileiro não mudará seu espírito, aceitando outra ação qualquer diferente do que é lógico, pertinente e correto, não se ocupando jamais em agradar ONG´s desacreditadas pelos seus próprios atos, os quais, cada vez mais, se tornam exemplos de meio para se obter a antítese do verdadeiro estado de liberdade e direito, muito ao contrário do que temos consolidado no passar dos anos, com zelo e dedicação, em favor do esporte do tiro.
HERALDO SÉRGIO DE OLIVEIRA RIBAS
